quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A cadeira


Certa vez, um Pastor foi chamado para orar por um homem muito enfermo.

Quando o Pastor entrou no quarto, encontrou o pobre homem na cama com a cabeça apoiada num par de almofadas.

Havia uma cadeira ao lado da cama, fato que levou o Pastor a pensar que o homem estava aguardando a sua chegada.

- Suponho que estava me esperando? - disse o Pastor. 

- Não, quem é você? - respondeu o homem enfermo.

- Sou o Pastor que a sua filha chamou para orar por você; quando entrei e vi a cadeira vazia ao lado da sua cama, imaginei que você soubesse que eu viria visitá-lo.

- Ah sim, a cadeira! Entre e feche a porta.

Então o homem enfermo lhe disse: - Nunca contei para ninguém, mas passei toda a minha vida sem ter aprendido orar. Não sabia direito como se deve orar. E nunca dei muita importância para a oração. Pensava que Deus estava muito distante de mim. Assim sendo, há muito tempo abandonei por completo a idéia de falar com Deus. Até que um amigo me disse: "José, orar é muito simples. Orar é conversar com Jesus, e isto eu sugiro que você nunca deixe de fazer... você se senta numa cadeira e coloca outra cadeira vazia na sua frente. Em seguida, com muita fé, você imagina que Jesus está sentado ali, bem diante de você. Afinal Jesus mesmo disse: 'Eu estarei sempre com vocês'. Portanto, você pode falar com Ele e escutá-lo, da mesma maneira como está fazendo comigo agora". Pois assim eu procedi e me adaptei à idéia. Desde então, tenho conversado com Jesus durante umas duas horas diárias. Tenho sempre muito cuidado para que a minha filha não me veja... pois me internaria num manicômio imediatamente.

O Pastor sentiu uma grande emoção ao ouvir aquilo, e disse a José que era muito bom o que estava fazendo e que não deixasse nunca de fazê-lo. Em seguida orou com ele e foi embora.

Dois dias mais tarde, a filha de José comunicou ao Pastor que seu pai havia falecido.

O Pastor então perguntou: - Ele faleceu em paz?

- Sim, quando eu estava me preparando para sair, ele me chamou ao seu quarto. Ele disse que me amava muito e me deu um beijo. Quando eu voltei das compras, uma hora mais tarde, já o encontrei morto. Porém há algo de estranho em relação à sua morte, pois aparentemente, antes de morrer, chegou perto da cadeira que estava ao lado da cama e encostou a cabeça nela. Foi assim que eu o encontrei. Porque será isto? – perguntou a filha.

O Pastor, profundamente emocionado, enxugou as lágrimas e respondeu: - Ele partiu nos braços do seu melhor amigo...


"Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mateus 28:20)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

João Ferreira de Almeida e sua tradução da Bíblia


A grande maioria dos evangélicos do Brasil associa o nome de João Ferreira de Almeida às Escrituras Sagradas. Afinal, é ele o autor (ainda que não o único) da tradução da Bíblia mais usada e apreciada pelos protestantes brasileiros. Disponível aqui em duas versões publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil — a Edição Revista e Corrigida e a Edição Revista e Atualizada — a tradução de Almeida é a preferida de mais de 60% dos leitores evangélicos das Escrituras no País.

Se a tradução de Almeida é largamente conhecida, o mesmo não se pode dizer a respeito do autor. Pouco, ou quase nada, se tem falado e escrito a respeito dele. Almeida nasceu por volta de 1628, em Torre de Tavares, Portugal, e morreu em 1691, na cidade de Batávia (atual ilha de Java, Indonésia). O que se conhece da vida de Almeida está registrado na “Dedicatória” de um de seus livros e nas atas dos presbitérios de Igrejas Reformadas (calvinistas) do Sudeste da Ásia, para as quais trabalhou como pastor, missionário e tradutor, durante a segunda metade do século XVII.


Tradutor aos 16 anos

Segundo registros daquela época, em 1642, aos 14 anos, João Ferreira de Almeida teria deixado Portugal para viver em Málaca (Malásia). Ele havia ingressado no protestantismo, vindo do catolicismo, e transferia-se com o objetivo de trabalhar na Igreja Reformada Holandesa daquele local.

Dois anos depois, por iniciativa pessoal, Almeida começou a traduzir para o português uma parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento. A tradução, feita do espanhol, foi terminada em 1645, mas nunca foi publicada. Entretanto, o tradutor fez cópias à mão desse seu trabalho, as quais foram mandadas para as congregações de Málaca, Batávia e Ceilão (hoje Sri Lanka).

No tempo de Almeida, o idioma português era o mais falado em partes da Índia e do Sudeste da Ásia. Acredita-se, no entanto, que o português empregado por Almeida tanto em pregações como na tradução da Bíblia fosse bastante erudito e, portanto, de difícil compreensão para a maioria do povo. Essa impressão é reforçada por uma declaração dada por ele em Batávia, quando se propôs a traduzir alguns sermões “para a língua portuguesa adulterada, conhecida desta congregação”.


Pastor no Sudeste da Ásia

O tradutor permaneceu em Málaca até 1651, quando se transferiu para Batávia. Depois de passar por um exame preparatório e de ter sido aceito como candidato ao pastorado, Almeida acumulou novas tarefas: dava aulas de português a pastores, traduzia livros e ensinava catecismo a professores de escolas primárias. Em 1656, ordenado pastor, foi indicado para o Presbitério do Ceilão.

Ao que tudo indica, esse foi o período mais agitado da vida do tradutor. Durante o pastorado em Galle (Sul do Ceilão), Almeida assumiu uma posição tão forte contra o que ele chamava de “superstições papistas”, que o governo local resolveu apresentar uma queixa a seu respeito ao governo de Batávia (provavelmente por volta de 1657). Entre 1658 e 1661, época em que foi pastor em Colombo, ele voltou a enfrentar problemas com o governo, o qual tentou, sem sucesso, impedi-lo de pregar em português.

A passagem de Almeida por Tuticorin (Sul da Índia), onde foi pastor por cerca de um ano, também parece não ter sido das mais tranquilas. Tribos da região negaram-se a ser batizadas ou ter seus casamentos abençoados por ele. Tudo indica que isso aconteceu porque a Inquisição havia ordenado que um retrato de Almeida fosse queimado numa praça pública em Goa.

Foi também durante a estada no Ceilão que, provavelmente, o tradutor conheceu a mulher com a qual viria a se casar. Vinda do catolicismo romano para o protestantismo, como ele, chamava-se Lucretia Valcoa de Lemmes (ou Lucrécia de Lemos). Mais tarde, a família completou-se, com o nascimento de um menino e de uma menina.


Pastor e tradutor em Batávia

A partir de 1663 (dos 35 anos de idade em diante, portanto), Almeida trabalhou na congregação de fala portuguesa da cidade de Batávia, onde ficou até o final da vida, em 1691. Nesta nova fase, teve uma intensa atividade como pastor. Ao mesmo tempo, retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude. Foi somente então que passou a dominar a língua holandesa e a estudar grego e hebraico. Em 1676, Almeida comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto. Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado — ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo de Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda.

Um fato curioso é que, em alguns escritos, e até mesmo na folha de rosto de suas Bíblias, Almeida aparece com o título de padre. Alguns até já sugeriram que pudesse ter sido membro da Companhia de Jesus. No entanto, esse título era usado também pelos pastores protestantes nas Índias Orientais, naquele tempo. Assim, onde se lê “padre” deve-se entender “pastor”.


Continua na próxima quinta-feira...

Este estudo foi retirado do seguinte endereço: http://www.sbb.org.br/interna.asp?areaID=59


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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Louvor da semana - 21/11/2011

O louvor desta semana é o hino "Brilhar Por Ti" de Leonardo Gonçalves.


Brilhar Por Ti

Às vezes parece que ser um cristão
Não é fácil em meio à escuridão
Inda mais se eu pensar que não é minha luz
Mas a união com Deus que o brilho produz.

E as vezes parece difícil entender
Que o cristão é exemplo mesmo sem querer
E por isso mesmo eu preciso orar
Pra que Deus me ilumine e assim eu possa brilhar

Côro
Senhor eu quero brilhar por Ti
Quando o mundo se apagar
Eu quero que através da minha vida
Alguém possa Te enxergar
Faze com que, mesmo sem palavras
Eu fale do Teu amor
Eu quero brilhar por Ti
Brilhar onde quer que for.

Às vezes eu temo que vou fracassar
Pois eu sei que errei e continuo a errar
Mas se a minha luz parece extinguir-se
Meu Deus me dá força pra prosseguir.

Não importa o quanto eu tente me esforçar
Eu só posso vencer se Ele me ajudar
E é quando percebo, meu esforço é vão
E o que devo fazer é segurar Sua mão

Côro
Senhor eu quero brilhar por Ti
Quando o mundo se apagar
Eu quero que através da minha vida
Alguém possa Te enxergar
Faze com que, mesmo sem palavras
Eu fale do Teu amor
Eu quero brilhar por Ti
Brilhar onde quer que for.

(Final)
E quando minha luz parece vacilar
É só me unir àquela luz que a todas faz brilhar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Valentes de Jesus


Por Dra. Paula Bernardo.


“Então, Davi se retirou dali e se escapou para a caverna de Adulão; e ouviram-no seus irmãos e toda a casa de seu pai e desceram ali para ele. E ajuntou-se com ele todo homem que se achava endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens.” (I Sm 22:1,2)


Na caminhada cristã, por vezes nos encontramos sob a égide de um oceano de questionamentos que invadem nosso interior, numa busca de respostas para tantos percausos que somos levados a enfrentar, mesmo estando na presença de Deus.

Sabemos que nosso Senhor tem planos infinitamente melhores e mais altos do que os nossos e, neste contexto encontramos nosso pai celestial orquestrando através das experiências amargas que estes homens vivenciaram, uma maneira digna de restaurá-los, capacitá-los, os exaltando sobremaneira, a despeito de aparentes frustrações e perdas trazidas pelos insucessos que cada qual trazia dentro de si.

Pelos parâmetros humanos, os quatrocentos homens que se juntaram a Davi eram incapazes, excluídos pela sociedade e viviam às custas da própria sorte, sem nenhuma esperança ou perspectiva de mudança para o seu futuro.

À mercê de um destino incerto, muitos servos de Deus têm fugido e se isolado em cavernas interiores, que muitas vezes cavam em seu coração sentimentos de amargura, cisternas em suas emoções, gerando complexos de inferioridade e incapacidade que acabam se tornando verdadeiros “portões de ferro” que impedem o Arquiteto por Excelência: Jesus Cristo de terminar a boa obra que Ele começou em suas vidas. Muito embora exista um conceito estabelecido pela Sociedade na qual estamos inseridos de que há pessoas irrecuperáveis e sem solução, Deus nos prova que Ele é capaz de escolher homens e mulheres rejeitados, motivá-los, transformá-los, formando por meio deles um grande exército, capaz de fazer proezas para o Reino de Deus.

Se você tem sido nocauteado por experiências amargas, pela dor de perdas irrecuperáveis, têm vivido incansáveis dias de angústia e sofrimento, saiba que a Casa de Deus é a Caverna de Adulão que Deus te preparou para que nela você seja curado e venha produzir o melhor de si.

Quando você adentrar nela, sinta-se abraçado pelo Espírito Santo, que afagará tua alma, cicatrizará suas feridas, sob o comando do nosso Líder Jesus Cristo, que com seu amor e compaixão te alistará para fazer parte do maior exército que irá morar no céu: OS VALENTES DE JESUS. Este exército possui uma força tática sobrenatural, seu nome é conhecido nos céus e na terra, seu líder é Rei dos Reis, Senhor dos Senhores e suas armas são espirituais, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas.

O Senhor te chama nesta hora para fazer parte deste exército, tendo a convicção que não importa como você adentrará na caverna, e sim a certeza do resultado de que DEUS TE FARÁ MAIS DO QUE VENCEDOR, e te coroará com Coroa de glória, pois fostes graduado na maior escola que existe: “ A Escola do Reino dos Céus”.

Dra Paula Bernardo, advogada e pregadora
da palavra de Deus. 
Membro da Assembléia de Deus em Campinas-SP.
www.drapaulabernardo.com.br

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Bíblia em línguas indígenas


Desde 2001, a Sociedade Bíblica do Brasil passou a intensificar seu programa de cooperação com instituições que têm o objetivo de traduzir a Bíblia para línguas minoritárias – aquelas que contam com um menor número de falantes –, em especial as faladas entre os povos indígenas do Brasil. Com isso, a entidade pretende contribuir para a preservação da cultura desses povos e reforçar mais uma vez a sua missão de levar a Palavra de Deus para todos os brasileiros. 

Uma pátria com mais de uma língua. Assim é o Brasil. Um país que reúne uma população que fala mais de 180 idiomas diferentes. Sim, o português não é a única língua em uso no Brasil. Perto de 370 mil indivíduos, que integram cerca de 220 grupos indígenas espalhados em diversas regiões, falam outras línguas. 

Embora sejam brasileiros como qualquer cidadão nascido nessa pátria, poucos são aqueles que têm acesso à Bíblia em seu idioma materno. Mas graças à extrema dedicação de profissionais e entidades, hoje existem partes do texto bíblico traduzidas para 44 línguas indígenas brasileiras diferentes. Destas, apenas três têm a Bíblia completa: Wai-Wai, Guajajara e Guarani-Mbyá.

O processo de tradução do texto bíblico para esses idiomas é bastante complexo. Em geral, a língua indígena é ágrafa. Ou seja, não tem representação gráfica. Com isso, as equipes que se envolvem nesse trabalho têm de conviver, durante décadas, diretamente com essa população a fim de aprender e normatizar a língua para qual pretendem traduzir as Escrituras Sagradas. Além disso, eles têm que conhecer a realidade cultural em que está inserida a população, para buscar dentro da língua formas de explicar o conteúdo das Escrituras. 

- Criador antigo
- Aquele que nos fez
- O que existe eternamente
- Um herói supernatural moralmente bom
- Nosso pai verdadeiro 

Esses são alguns exemplos dos significados encontrados para transmitir o conceito bíblico de Deus a diferentes povos indígenas, de maneira que entendessem sua magnitude dentro do contexto linguístico e cultural em que vivem. 

Além de possibilitar que esses povos tenham acesso às Escrituras Sagradas, o trabalho de tradução da Bíblia para esses idiomas contribui para a preservação e valorização cultural desse segmento da população. 


Na próxima terça-feira postaremos aqui a história da Bíblia em português mais lida em todo o mundo: a Tradução de João Ferreira de Almeida.

Este estudo foi retirado do seguinte endereço: http://www.sbb.org.br/interna.asp?areaID=55


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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Está vendo Deus?





Um dia, na sala de aula, o professor estava explicando a teoria da evolução aos alunos.

Ele perguntou a um dos estudantes: - Tomás, está vendo a árvore lá fora?

- Sim, respondeu o menino.

O Professor voltou a perguntar: - Está vendo a Grama?

E o menino respondeu prontamente: - Sim.

Então o professor mandou Tomás sair da sala e lhe disse para olhar pra cima e ver se ele enxergava o céu.

Tomás entrou e disse: - Sim, professor, eu vejo o céu.

- Está vendo Deus? Perguntou o professor.

O menino respondeu que não.

O professor, olhando para os demais alunos disse: - É disso que eu estou falando! Tomás não pode ver a Deus, porque Deus não está ali! Podemos concluir então que Deus não existe.

Nesse momento Pedrinho se levantou e pediu permissão ao professor para fazer mais algumas perguntas a Tomás.

- Tomás, está vendo a grama lá fora?

- Sim.

- Está vendo as árvores?

- Sim.

- Está vendo o céu?

- Sim.

- Está vendo o professor?

- Sim.

- Está vendo o cérebro dele?

- Não - disse Tomás.

Pedrinho então, dirigindo-se aos seus companheiros, disse: - Colegas, de acordo com o que aprendemos hoje, concluímos que o professor não tem cérebro.



"Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo." (Salmos 19:1-4)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cronologia da Bíblia em português


Os países lusófonos são aqueles que têm o português como língua oficial. Trata-se de uma grande comunidade constituída por mais de 200 milhões de pessoas espalhadas nos mais diversos continentes, que faz com que a língua portuguesa esteja entre as 10 mais faladas do mundo. Os países que integram essa comunidade são: 

- Angola
- Brasil
- Cabo Verde
- Guiné-Bissau
- Macau
- Moçambique
- Portugal
- São Tomé e Príncipe
- Timor Leste


Os mais antigos registros de tradução de trechos da Bíblia para o português datam do final do século XV. Porém, centenas de anos se passaram até que a primeira versão completa estivesse disponível em três volumes, em 1753. Trata-se da tradução de João Ferreira de Almeida.

A primeira impressão da Bíblia completa em português, em um único volume, aconteceu em Londres em 1819, também na versão de Almeida. Veja, a seguir, a cronologia das principais traduções da Bíblia completa publicadas na língua portuguesa.

1753 - Tradução de João Ferreira de Almeida, em três volumes.

1790 - Versão de Figueiredo, elaborada a partir da Vulgata pelo padre católico Antônio Pereira de Figueiredo. Foi publicada em sete volumes, depois de 18 anos de trabalho.

1819 - Primeira impressão da Bíblia completa em português, em um único volume. Tradução de João Ferreira de Almeida.

1898 - Revisão da versão de João Ferreira de Almeida, que recebeu o nome de Revista e Corrigida, 1ª edição.

1917 - Versão Brasileira. Elaborada a partir dos originais, foi produzida durante 15 anos por uma comissão de especialistas e sob a consultoria de alguns ilustres brasileiros. Entre eles: Rui Barbosa, José Veríssimo e Heráclito Graça.

1932 - Versão de Matos Soares, elaborada em Portugal.

1956 - Edição Revista e Atualizada, de João Ferreira de Almeida, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

1957 - Bíblia Sagrada Ave-Maria, publicada pela Editora Ave Maria.

1959 - Versão dos Monges Beneditinos. Elaborada a partir dos originais para o francês, na Bélgica, e traduzida do francês para o português.

1968 - Versão dos Padres Capuchinhos. Elaborada em Portugal, a partir dos originais.

1969 - Revista e Corrigida, 2ª edição, de João Ferreira de Almeida, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

1981 - Bíblia de Jerusalém, publicada pela Editora Paulus.

1988 - Bíblia na Linguagem de Hoje. Elaborada no Brasil, pela Sociedade Bíblica do Brasil, a partir dos originais.

1993 - Revista e Atualizada, 2ª edição, de João Ferreira de Almeida, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

1995 - Revista e Corrigida, 3ª edição, de João Ferreira de Almeida, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

2000 - Nova Tradução na Linguagem de Hoje, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

2001 - Nova Versão Internacional, publicada pela Editora Vida e Sociedade Bíblica Internacional.

2001 - Bíblia Sagrada, tradução oficial da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

2002 - Bíblia do Peregrino, tradução de Luís Alonso Schökel, publicada pela Editora Paulus.

2009 - Revista e Corrigida, 4ª edição, de João Ferreira de Almeida, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.


Na próxima quinta-feira postaremos a respeito de um abençoado trabalho que a Sociedade Bíblica do Brasil realiza traduzindo a Bíblia nos idiomas indígenas e na próxima semana trataremos da história da Bíblia em português mais lida em todo mundo: a versão de João Ferreira de Almeida.


Este estudo foi retirado do seguinte endereço: http://www.sbb.org.br/interna.asp?areaID=50


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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Louvor da semana - 14/11/2011

O louvor desta semana é "Ele Não Desiste de Você" de Marquinhos Gomes, sugestão da irmã Josiane.


Ele Não Desiste de Você

Não importa quem você é
Não importa o que você fez
Jesus conhece o seu interior também
Quantas vezes você caiu
Tentando acertar
Mas a tristeza e o desespero
Te fizeram chorar

Não importa pra onde você foi
Se na escuridão da noite
Ele apaga o seu passado
E não desiste de você

Ele não desiste de você
Ele se importa com você
Ele compreende o seu caminhar
Nunca vi um amor tão grande assim

Ele não desiste de você
Ele se importa com você
Ele compreende o seu caminhar
Nunca vi um amor tão grande assim
Ele não desiste!

Ele não desiste(6x)

Não importa pra onde você foi
Se na escuridão da noite
Ele apaga o seu passado
E não desiste de você

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dever de orar pelas autoridades


Pelo Pastor Wagner Gaby

Além da obediência devida ao Estado, como um bom cidadão, o cristão tem o dever bíblico de orar pelas autoridades legalmente constituídas.

O grande apóstolo Paulo fez questão de lembrar a Timóteo sobre essa responsabilidade premente de cada cristão (1 Timóteo 2:1-5): "Admosto-te, pois antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem".

Devemos orar primeiramente para a salvação de todos os homens. Se os cristãos desejam realmente gozar da liberdade neste mundo, devem orar constantemente pelos governantes e por todos os que ocupam cargos de direção em nosso paós, nos Estados e nos Municípios, para que os mesmos preservem a paz e a ordem na sociedade.

Paulo deu instruções detalhadas a Tito (Tito 3:1-2): "Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra; Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens. Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros".

Tais instruções referem-se à correta conduta que os cristãos devem ter neste mundo, conduta essa, tanto em relação às autoridades públicas como em relação aos seus concidadãos.

Por outro lado, o cristão deve estar cônscio de suas responsabilidades cívicas e estar sempre pronto para participar de qualquer atividade cívica condigna.

A observação feita por Paulo a Tito fundava-se no motivo de que os cretenses possuíam fama de serem sediciosos, isto é, perturbadores da ordem pública, indisciplinados e rebeldes.

O cristão deve manter um padrão de conduta a altura de um cidadão exemplar, evitando a atacar quem quer que seja por intermédio de palavras ou atitudes. É oportuno lembrar as palavras do grande sábio Salomão (Provérbios 24:21-22): "Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei, e não te ponhas com os que buscam mudanças, Porque de repente se levantará a sua destruição, e a ruína de ambos, quem o sabe?".

Em Êxodo 22:28, também está escrito: "A Deus não amaldiçoarás, e o príncipe dentre o teu povo não maldirás". É dever de todo o cristão praticar a mansidão, consideração e respeito para com todos os homens.

No dia 15 deste mês de novembro, quando comemoramos o 122º aniversário da Proclamação dos Estados Unidos do Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1889, pelo Marechal Deodoro da Fonseca, devemos orar pela presidenta Dilma Roussef para que ela honre, de fato, o seu compromisso assumido em seu primeiro discurso de posse, quando enfatizou: "Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto. Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos e tão claramente consagrados em nossa Constituição".

"Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança." (Salmos 33:12)


Wagner Tadeu dos Santos Gaby é o Pastor Presidente da 
Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Curitiba.


Este estudo foi copiado do periódico Voz da Assembléia de Deus em Curitiba, Ano 17 - Nº 191

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

História da Tradução da Bíblia - 2ª parte



A Primeira Tradução

Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.

Septuaginta (ou Tradução dos Setenta)
Esta foi a primeira tradução. Realizada por 70 sábios, ela contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica, pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas. Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.


Outras Traduções

Outras traduções começaram a ser desenvolvidas por cristãos novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina) e em latim – a mais importante de todas as línguas pela sua ampla utilização no Ocidente. Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras.

Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos. Estudou hebraico com rabinos famosos, e examinou todos os manuscritos que conseguiu localizar. Sua tradução tornou-se conhecida como "Vulgata", ou seja, escrita na língua de pessoas comuns ("vulgus"). Embora não tenha sido imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental. Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores godos e hunos, que destruíram uma grande parte da civilização romana. Em mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos, especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.

Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos. Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João. Entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós. Aos poucos, as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.


Primeiras Escrituras Impressas

Na Alemanha, em meados do século 15, um ourives chamado Johannes Gutenberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim (a imagem acima é da Bíblia impressa de Gutenberg). Cópias impressas decoradas à mão passaram a competir com os mais belos manuscritos. Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 – alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão. E em outras seis línguas até meados do século 16 – espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.

Finalmente as Escrituras realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções ainda estavam vinculadas ao texto em latim. No início do século 16, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental. Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos.

Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução em latim. Assim, pela primeira vez, estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.


Descobertas Arqueológicas

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.

Durante nove anos, vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumran, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do Cristianismo.

Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C.

Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de 100 a.C. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas.

Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.

As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da Bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro. Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais "novos", ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.


Este estudo foi retirado do seguinte endereço: http://www.sbb.org.br/interna.asp?areaID=40

Na próxima terça-feira iniciaremos a História da Tradução Bíblica para o português.


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